Remédios na mala para os Estados Unidos: receita em inglês, quantidade e como levar no avião
Remédios na mala para os EUA: o que a CBP pede de estrangeiro, receita ou carta médica em inglês, embalagem original, até 90 dias de uso e líquidos no voo.

Remédio na mala para os EUA passa pela alfândega sem drama quando segue a orientação da CBP para visitantes estrangeiros: leve só o necessário para uso pessoal, de preferência na embalagem original, com receita válida ou carta do médico em inglês. A regra prática da própria CBP é não levar mais do que o suficiente para 90 dias.
As regras foram conferidas nas páginas oficiais da CBP, da TSA (a agência de segurança dos aeroportos americanos) e da ANAC em setembro de 2026. Não é orientação médica: fale com o seu médico sobre o que levar.
O que a alfândega americana pede
Pela CBP, visitantes estrangeiros podem entrar com os próprios medicamentos, seguindo as regras da FDA, a agência de medicamentos dos Estados Unidos. Isso vale tanto para remédio com receita quanto para os de venda livre. Na prática:
- tenha receita válida ou carta do médico, escrita em inglês;
- mantenha o remédio na embalagem original, com as instruções do médico;
- sem a embalagem original, leve cópia da receita ou uma carta explicando a condição e por que precisa do remédio;
- leve só o que vai usar na viagem, até cerca de 90 dias.
Se o remédio for substância controlada, valem também as regras da DEA, a agência antidrogas americana. Confira antes de viajar, principalmente com medicamentos para dor forte, ansiedade, sono ou déficit de atenção.
Para quem fica mais de 90 dias, a CBP aceita que o restante chegue por correio ou courier, com documentos que mostrem que é para uso próprio: cópia do passaporte e do visto, carta do médico e cópia da receita em inglês.
Na imigração, responda com calma se perguntarem, e mostre receita e embalagem. O post sobre documentos para viajar para Orlando explica o que acontece na chegada.
Mala de mão ou despachada?
Leve os remédios de uso contínuo na mala de mão, com folga para alguns dias de atraso. Se a mala despachada extraviar, você não fica sem.
Na saída do Brasil, a ANAC limita os líquidos da bagagem de mão em voo internacional a frascos de até 100 ml, todos dentro de um saco plástico transparente de até 1 litro. Remédio líquido com receita fica fora desse limite, na quantidade necessária para o voo inteiro, incluindo escalas, e tem que ser apresentado na inspeção. Dá para pedir que a vistoria do remédio seja feita sem raio X.
Na volta, nos aeroportos americanos, a TSA aceita comprimidos na bagagem de mão e na despachada. Para líquidos, géis e aerossóis de uso médico, aceita quantidades maiores que o limite comum, em volume razoável para a viagem, desde que você avise o agente antes da inspeção e coloque o remédio numa bandeja separada. Quem leva insulina ou outro remédio que precisa de frio pode passar com gelo, bolsa térmica ou gel congelado, mesmo que já estejam derretidos, e seringas e bombas passam junto, depois de inspecionadas.
Dica da Bússola: peça ao médico uma carta curta em inglês, com o nome genérico do remédio, a dose e a condição tratada. Guarde uma foto dela e da receita no celular. Se precisar comprar algo em Orlando, o farmacêutico entende o nome genérico com mais facilidade que o nome comercial brasileiro.
Remédios para crianças
Para os pequenos, monte uma bolsinha com o que o pediatra já indicou para febre, dor, enjoo e alergia, com a dose anotada por peso. Nas farmácias americanas, os nomes mudam: o paracetamol aparece como acetaminophen, e a concentração da versão infantil pode não ser a mesma do frasco que você usa no Brasil. Leve a dose escrita em mililitros e em miligramas.
A dipirona não é vendida nos Estados Unidos: a FDA retirou a aprovação dos remédios com dipirona para uso humano em 1977. Se ela é o antitérmico da casa, converse com o pediatra antes da viagem sobre o que usar lá.
Fora da farmácia, a lista da mala de criança para Orlando inclui protetor solar e soro de hidratação oral, porque os dias de parque são longos e no sol. Para o que for de uso contínuo, leve receita ou orientação escrita do pediatra.
E se ficar doente em Orlando?
Nos Estados Unidos, consulta, pronto atendimento e remédio são pagos na hora e custam caro para quem vem do Brasil. É o seguro viagem que cobre essas despesas. Veja o que olhar na apólice em seguro viagem para Orlando. Com bebê, leia também Disney com bebê, e com alergia alimentar, alergia alimentar na Disney.
No pacote Orlando completo, o seguro viagem entra no mesmo orçamento de hotel, ingressos e carro, que a gente passa pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Posso levar remédio controlado para os Estados Unidos?
Preciso de receita em inglês para levar remédio para Orlando?
Quanto remédio posso levar para os EUA?
Posso levar remédio líquido na mala de mão?
Fontes consultadas
- U.S. Customs and Border Protection: Prohibited and Restricted Items, Traveling with Medication (site oficial; consultado em setembro de 2026)
- TSA: Medications (Liquid) (site oficial; consultado em setembro de 2026)
- TSA: Medications (Pills) (site oficial; consultado em setembro de 2026)
- TSA: Disabilities and Medical Conditions, remédios, gelo e bolsas térmicas na inspeção (site oficial; consultado em setembro de 2026)
- ANAC: Transporte de líquidos em voos internacionais (site oficial; consultado em setembro de 2026)
- FDA: nota sobre a dipirona (retirada de uso humano nos EUA em 1977), 26/11/2019





