Remédios na mala para os Estados Unidos: receita em inglês, quantidade e como levar no avião

Remédios na mala para os EUA: o que a CBP pede de estrangeiro, receita ou carta médica em inglês, embalagem original, até 90 dias de uso e líquidos no voo.

Por Atualizado em 4 min
Camila, da Desenrola Turismo, no avião a caminho de Orlando

Remédio na mala para os EUA passa pela alfândega sem drama quando segue a orientação da CBP para visitantes estrangeiros: leve só o necessário para uso pessoal, de preferência na embalagem original, com receita válida ou carta do médico em inglês. A regra prática da própria CBP é não levar mais do que o suficiente para 90 dias.

As regras foram conferidas nas páginas oficiais da CBP, da TSA (a agência de segurança dos aeroportos americanos) e da ANAC em setembro de 2026. Não é orientação médica: fale com o seu médico sobre o que levar.

O que a alfândega americana pede

Pela CBP, visitantes estrangeiros podem entrar com os próprios medicamentos, seguindo as regras da FDA, a agência de medicamentos dos Estados Unidos. Isso vale tanto para remédio com receita quanto para os de venda livre. Na prática:

  • tenha receita válida ou carta do médico, escrita em inglês;
  • mantenha o remédio na embalagem original, com as instruções do médico;
  • sem a embalagem original, leve cópia da receita ou uma carta explicando a condição e por que precisa do remédio;
  • leve só o que vai usar na viagem, até cerca de 90 dias.

Se o remédio for substância controlada, valem também as regras da DEA, a agência antidrogas americana. Confira antes de viajar, principalmente com medicamentos para dor forte, ansiedade, sono ou déficit de atenção.

Para quem fica mais de 90 dias, a CBP aceita que o restante chegue por correio ou courier, com documentos que mostrem que é para uso próprio: cópia do passaporte e do visto, carta do médico e cópia da receita em inglês.

Na imigração, responda com calma se perguntarem, e mostre receita e embalagem. O post sobre documentos para viajar para Orlando explica o que acontece na chegada.

Mala de mão ou despachada?

Leve os remédios de uso contínuo na mala de mão, com folga para alguns dias de atraso. Se a mala despachada extraviar, você não fica sem.

Na saída do Brasil, a ANAC limita os líquidos da bagagem de mão em voo internacional a frascos de até 100 ml, todos dentro de um saco plástico transparente de até 1 litro. Remédio líquido com receita fica fora desse limite, na quantidade necessária para o voo inteiro, incluindo escalas, e tem que ser apresentado na inspeção. Dá para pedir que a vistoria do remédio seja feita sem raio X.

Na volta, nos aeroportos americanos, a TSA aceita comprimidos na bagagem de mão e na despachada. Para líquidos, géis e aerossóis de uso médico, aceita quantidades maiores que o limite comum, em volume razoável para a viagem, desde que você avise o agente antes da inspeção e coloque o remédio numa bandeja separada. Quem leva insulina ou outro remédio que precisa de frio pode passar com gelo, bolsa térmica ou gel congelado, mesmo que já estejam derretidos, e seringas e bombas passam junto, depois de inspecionadas.

Dica da Bússola: peça ao médico uma carta curta em inglês, com o nome genérico do remédio, a dose e a condição tratada. Guarde uma foto dela e da receita no celular. Se precisar comprar algo em Orlando, o farmacêutico entende o nome genérico com mais facilidade que o nome comercial brasileiro.

Remédios para crianças

Para os pequenos, monte uma bolsinha com o que o pediatra já indicou para febre, dor, enjoo e alergia, com a dose anotada por peso. Nas farmácias americanas, os nomes mudam: o paracetamol aparece como acetaminophen, e a concentração da versão infantil pode não ser a mesma do frasco que você usa no Brasil. Leve a dose escrita em mililitros e em miligramas.

A dipirona não é vendida nos Estados Unidos: a FDA retirou a aprovação dos remédios com dipirona para uso humano em 1977. Se ela é o antitérmico da casa, converse com o pediatra antes da viagem sobre o que usar lá.

Fora da farmácia, a lista da mala de criança para Orlando inclui protetor solar e soro de hidratação oral, porque os dias de parque são longos e no sol. Para o que for de uso contínuo, leve receita ou orientação escrita do pediatra.

E se ficar doente em Orlando?

Nos Estados Unidos, consulta, pronto atendimento e remédio são pagos na hora e custam caro para quem vem do Brasil. É o seguro viagem que cobre essas despesas. Veja o que olhar na apólice em seguro viagem para Orlando. Com bebê, leia também Disney com bebê, e com alergia alimentar, alergia alimentar na Disney.

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Perguntas frequentes

Posso levar remédio controlado para os Estados Unidos?

A CBP diz que, se o medicamento for substância controlada, além das regras da FDA também valem as da DEA, a agência antidrogas americana. Leve só o necessário, na embalagem original, com receita ou carta do médico em inglês, e consulte as regras antes de viajar.

Preciso de receita em inglês para levar remédio para Orlando?

A orientação da CBP para visitantes estrangeiros é ter uma receita válida ou uma carta do médico, escrita em inglês. Sem a embalagem original, leve cópia da receita ou uma carta explicando a condição e por que você precisa do remédio.

Quanto remédio posso levar para os EUA?

Só o necessário para uso pessoal durante a estadia. A CBP usa como referência não levar mais do que o suficiente para 90 dias. Para estadias maiores, o remédio pode ser enviado por correio ou courier, com cópia do passaporte e do visto, carta do médico e cópia da receita em inglês.

Posso levar remédio líquido na mala de mão?

Pode, nos dois sentidos. Na saída do Brasil, a ANAC libera remédio líquido acima de 100 ml, com receita, na quantidade necessária para o voo inteiro, incluindo escalas. Na volta, a TSA aceita quantidades maiores de líquidos de uso médico, em volume razoável para a viagem, desde que você declare aos agentes na inspeção.

Fontes consultadas

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